sábado, 6 de fevereiro de 2010

"Balada de um Palhaço" no II FIT - Dourados/MS

Divulgação: Site da UFGD - Universidade Federal da Grande Dourados

“Diálogos” discute teatro de Plínio Marcos hoje na UFGD

O debate será na Unidade 1 da UFGD e faz parte do Festival Internacional de Teatro de Dourados.

Às 14h desta segunda-feira (14), o “Diálogos” do II Festival Internacional de Teatro de Dourados aborda o tema “Plínio Marcos: Pornografando e Subvertendo”, com Lucinéia Contiero (UFGD), Danilo Alencar e Bruno Peixoto, ambos de Goiânia (GO). O “Diálogos” será no cine-auditório da Unidade 1 da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e a entrada é franca.

Danilo Alencar e Bruno Peixoto são o diretor e o ator (respectivamente) do espetáculo “Balada do Palhaço”, texto de Plínio Marcos, que foi apresentado por Bruno e Edson de Oliveira na noite deste domingo e emocionou a platéia do Teatro Municipal. Na abertura e encerramento da peça, os organizadores do Festival reforçaram o convite para que os interessados no teatro de Plínio Marcos participassem da discussão na tarde desta segunda-feira.

BALADA DE UM PALHAÇO

Em “Balada do Palhaço”, os irmãos Menelão e Bobo Plin são palhaços saltimbancos com visões diferentes da profissão, um querendo apenas ganhar dinheiro e o outro querendo sentir prazer no trabalho. No centro da história está a procura de Bobo Plin por sua alma.

Nesse conflito, o paradigma está na tristeza do palhaço, contradição apresentada já no início do espetáculo e que desperta o público para a reflexão. “Nunca ouvi falar de um palhaço triste por falta de alma”, diz Menelão, repreendendo o irmão e argumentando que palhaço não precisa fazer com alma, precisa apenas fazer palhaçada para o público rir.

Quando Bob Plin questiona como faria alguém rir se ele não conseguia rir de si mesmo, Menelão solta seu posicionamento capitalista: “Rir? Quem tem que rir é a platéia que paga ingresso, você não”.

Cansado da repetição que embrutece e torna o espetáculo mecânico, Bobo Plin vê como a gota d’água a tentativa de Menelão de obrigá-lo a fazer propaganda em uma loja do interior e foge sozinho em busca do seu ideal. No decorrer do espetáculo, os profundos questionamentos dos personagens mexem com o público que percebe que o dilema entre dinheiro e satisfação no trabalho poderia ser aplicado em qualquer profissão.

No encerramento do espetáculo, após muitos aplausos, o ator Bruno Peixoto agradeceu os apoiadores do grupo e elogiou a organização do II Festival Internacional de Teatro, desde a equipe técnica, o “anjo” que acompanhou o grupo, a produção do camarim até o coordenador de Cultura da UFGD, Emmanuel Marinho.

O público também compartilhou de um momento marcante, quando o diretor Danilo Alencar disse que retornar a Dourados foi muito especial porque há 23 anos ele “teve a felicidade de deixar um fruto aqui”, uma filha, Andréia, que ele descobriu ano passado. Na oportunidade ele chamou a jovem ao palco e presenteou a filha.

O II Festival Internacional de Teatro de Dourados é uma realização da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e do IDAC (Instituto para o Desenvolvimento da Arte e da Cultura), com patrocínio da Caixa Econômica Federal, FUNARTE (Fundação Nacional de Artes) e Ministério da Cultura, em parceria com UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), FUNCED (Fundação Cultural e de Esporte de Dourados) e SESI e com apoio do Alphonsus Hotel, Kikão Restaurante, Cordil e Frutaria Caxias do Sul.

A programação prossegue com espetáculos nesta terça e quarta-feira e pode ser conferida no site www.ufgd.edu.br/eventos/fitdourados


NÓS E OS TUIUIUS....KKKKKKKKKK
O DIRETOR E SUA FILHA, ANDRÉIA

“Diálogos” discute teatro de Plínio Marcos na UFGD"
Nosso Camarim, montado com muito carinho. Obrigada a toda a equipe do II FIT Dourados



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